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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Retinopatia diabética: aprenda a manter a visão saudável

O que é retinopatia diabética?
Retinopatia diabética é uma condição que ataca os olhos das pessoas com diabetes mellitus, mais especificamente a retina. A retina é a camada mais interna do olho e é responsável por transformar as imagens que enxergamos em impulsos elétricos que são levados ao nosso cérebro.
A retinopatia diabética é uma das principais causas de perda de visão e cegueira e quanto mais altos os níveis de glicose (açúcar no sangue), maior a chance de se desenvolver lesões na retina.
- Quais os sintomas da retinopatia diabética?
A grande maioria das pessoas que tem retinopatia diabética não apresenta sintomas até que a doença esteja muito avançada. E nestes casos, geralmente, é tarde demais para se tentar salvar a visão. É por este motivo que se deve fazer o rastreamento para prevenir a perda de visão.
São sintomas de retinopatia diabética avançada:
  • visão borrada;
  • pontos escuros ou flutuantes;
  • dificuldade em focar objetos;
  • dificuldade em diferenciar as cores.
- Como é feito o rastreamento da retinopatia diabética?
O rastreamento é feito pelo médico oftalmologista através do exame do fundo do olho. Este exame pode ser feito de duas maneiras:
  • exame do olho dilatado: o médico pinga um colírio que dilata a pupila e examina diretamente a retina com um aparelho chamado oftalmoscópio.
  • imagem digital da retina: são tiradas fotos da retina dos dois olhos através de uma câmera especial. Estas fotos são então avaliadas pelo médico.
- Quando se deve começar o rastreamento?
Depende do tipo de diabetes. Nas pessoas com diabetes mellitus tipo 2, independente da idade, o rastreamento começa no momento do diagnóstico. Já nas pessoas com diabetes mellitus tipo 1, o rastreamento começa 3 a 5 anos após o diagnóstico. Crianças com diabetes mellitus tipo 1 devem começar o rastreamento a partir dos 10 anos de idade, se forem diabéticas a pelo menos 3 ou 5 anos. Após iniciado, o rastreamento passa a ser feito pelo menos 1 vez por ano.
- Como é o tratamento da retinopatia diabética?
O melhor tratamento é a prevenção. Preveni-se a retinopatia diabética mantendo controlados os níveis de glicose e a pressão arterial. Contudo, quando existe risco de perda de visão, pode-se tratar a retinopatia diabética com laser ou com cirurgia no olho, dependendo do caso.
Se você é diabético(a), mantenha acompanhamento regular com seu endocrinologista para manter controladas glicose e pressão arterial. Além disso, faça o rastreamento anual com o oftalmologista e, assim, cuide da sua visão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

As micoses e os pés dos pacientes com Diabetes Mellitus

Micoses são infecções causadas por fungos e podem ser superficiais, subcutâneas, oportunistas ou sistêmicas. As micoses superficiais acometem a pele e seus anexos, como unhas, pêlos e cabelos. A incidência deste tipo de infecção aumentou muito nos últimos vinte anos, pelo uso de medicamentos imunossupressores, antineoplásicos, antibióticos de amplo espectro, cirurgias muito agressivas e especialmente por causa de doenças imunossupressoras, como o Diabetes Mellitus.
O Diabetes Mellitus desencadeia uma série de complicações aos pacientes, incluindo complicações neurológicas e vasculares, que propiciam o aparecimento de calosidades e feridas por pressão, que quando não cuidadas adequadamente podem evoluir para quadros mais graves, levando infelizmente à amputação de membros inferiores. Um dos fatores que pode complicar tal quadro é a presença de infecção fúngica no local, o que pode ser um fator determinante no estabelecimento de uma infecção mais profunda atingindo o tecido ósseo, a chamada osteomielite, outro fator de risco para amputação.
Com certeza, prevenir é muito melhor do que remediar, então a todos os pacientes e especialmente àqueles que não costumam olhar com carinho para seus pés peço que o façam e que anualmente consultem-se com profissionais especializados em podiatria para avaliação dos pés.
O risco de complicações podais é iminente, especialmente àqueles que não realizam o autocuidado da pele e dos pés corretamente, como, por exemplo, uso de calçado inadequado e higiene aquém do necessário, o que proporciona a fixação e o desenvolvimento de fungos nesses locais, agravando situações em que existem lesões, disseminando a infecção ou dificultando a cicatrização de tecidos acometidos.
O uso de antifúngicos orais não é indicado para pacientes tratados com hipoglicemiantes orais (medicamentos para controle da glicemia elevada), uma vez que pode afetar a capacidade hepática do paciente, deixá-lo longe de manter seu controle glicêmico e existe o grande risco de interações medicamentosas, o que prejudica a eficácia de tais medicamentos.
Assim, o primeiro passo para prevenir complicações podais relacionadas a fungos é, mais uma vez, o autocuidado do paciente, que deve observar atentamente quaisquer alterações na pele dos pés e em suas unhas e caso encontre procure um profissional especializado, que irá tratá-lo da melhor forma possível.

Fig 1: Pé de paciente com diabetes e lesão sugestiva de onicomicose

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mais de 10% de pacientes cardíacos podem apresentar diabetes não diagnosticado

De acordo com uma nova pesquisa da American Heart Association, mais de 10% dos pacientes que sofreram um ataque cardíaco podem apresentar diabetes não diagnosticado. Os pesquisadores avaliaram os dados de 2.854 pacientes com ataque cardíaco que não apresentavam um diagnóstico prévio de diabetes, atendidos em 24 hospitais americanos. Esse estudo foi conduzido com o objetivo de compreender e avaliar a prevalência e o reconhecimento de diabetes não diagnosticado nessa categoria de pacientes.
Dentre os pacientes selecionados, 287 (10,1%) apresentavam diabetes recentemente diagnosticado com base nos resultados do teste de A1C durante o tratamento da patologia cardíaca. Os resultados foram ainda mais preocupantes na medida em que outros achados de grande significância foram detectados:
• Menos de 1/3 desses 287 pacientes receberam educação em diabetes ou medicação específica no 
momento da alta hospitalar.
• Os médicos não conseguiram reconhecer o diabetes em 198 (69%) dos pacientes previamente não diagnosticados. Esses médicos teriam uma chance 17 vezes maior de constatar a presença de diabetes nesses pacientes se eles tivessem simplesmente checado os resultados dos testes de A1C durante o evento cardíaco.
• Seis meses após a alta, menos de 7% dos pacientes não diagnosticados como portadores de diabetes durante a hospitalização tinham efetivamente iniciado um tratamento adequado para o diabetes, em comparação a 71% dos pacientes cujo diagnóstico de diabetes foi constatado em tempo hábil.
O mau controle do diabetes aumenta significativamente o risco de ataques cardíacos. Duas entre três pessoas com diabetes morrem de doença cardiovascular, de acordo com a American Heart Association. Os autores concluíram afirmando que o diagnóstico do diabetes em pacientes que se apresentam com ataque cardíaco é um requisito fundamental do processo diagnóstico, em função do papel desempenhado pelo diabetes na patologia cardiovascular.
Ao reconhecer e tratar precocemente o diabetes, pode-se prevenir complicações cardiovasculares 
adicionais através de uma abordagem dietética, acompanhada de perda de peso corpóreo e de alterações no estilo de vida, em complementação ao tratamento medicamentoso.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/ultimas/mais-de-10-de-pacientes-cardiacos-podem-apresentar-diabetes-nao-diagnosticado

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Impotência: uma consequência pouco conhecida do diabetes

Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. Só que, é justamente por causa desde aumento de açúcar no sangue que a Diabetes é uma doença que nos preocupa tanto. Olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos são afetados por causa da grande quantidade de açúcar, o que leva ao mau funcionamento de vários órgãos... infartos, derrames, insuficiência renal.
Uma doença que pode ser consequência do diabetes mal controlado é a impotência nos homens. Para que o homem tenha ereção, é importante que os vasos sanguíneos e os nervos de sensibilidade da região genital estejam saudáveis. A grande questão aqui é que no Diabetes ocorre um prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e nervos. Desde o entupimento dos vasos, chamado de aterosclerose – pelo acúmulo de gordura dentro das suas paredes – até a insensibilidade dos nervos que estimulam a ereção, existe todo um conjunto de fatores contribui para a impotência.
O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é o controle dos níveis de açúcar no sangue, de forma rápida e efetiva. Usar os medicamentos corretos e controlar a medicação e alimentação, praticar exercícios e ter acompanhamento médico: estes são os principais pontos do tratamento.
Em alguns casos, será necessário o uso de medicamentos para ajudar os vasos sanguíneos da região genital do homem a funcionarem melhor. Neste caso, a consulta com seu Endocrinologista e Urologista vai te ajudar a saber o melhor tratamento. O mais importante é procurar tratamento e controlar seu Diabetes!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Diabetes e Doença Renal Crônica

A crescente prevalência do diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.
A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.
Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.
Veja a seguir dúvidas frequentes respondidas pelo Dr. João Roberto de Sá, coordenador do Departamento de Nefrologia da SBD.
Como o diabetes ataca os rins?
O diabetes mellitus ou diabete melito é uma doença crônica caraterizada por graus variáveis de resistência e deficiência insulínica. Sua ocorrência está aumentado na maioria dos países e infelizmente a grande parte dos pacientes não apresentam um bom controle. Um dos motivos é que além do uso dos medicamentos, existe a necessidade da mudança de hábitos de vida, como fazer uma dieta saudável, realizar exercícios físicos regularmente, não fumar, entre outros.
A nefropatia diabética resulta da longa exposição à glicemia elevada, associada ao mau controle da pressão arterial, dos níveis do colesterol, do hábito de fumar e também de fatores genéticos.
Quais as chances de uma pessoa com diabetes desenvolver doença renal?
A chance de um portador de diabete melito ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%. A nefropatia é classificada em estágios, sendo que o 1 é o mais brando e o estágio 5 o mais avançado, que leva o paciente a necessitar de terapia renal substitutiva (dialise ou transplante renal).
Quais são os sinais iniciais de doença renal em pessoas com diabetes?
Todo paciente diabético deve realizar um teste, ao menos anual, para checar a ocorrência de perda de albumina na urina. Esta anormalidade é conhecida como microalbuminúria e ocorre em geral anos antes do aumento da pressão arterial ou da perda da função renal, que é estimada pelo ritmo de filtração glomerular, que utiliza a dosagem de creatinina no plasma como um dos parâmetros.
Quais são os sinais tardios de doença renal em pessoas com diabetes?
Os sinais tardios são o aumento da pressão arterial, dos níveis de creatinina e da ureia, que é uma substância que deve ser eliminada pelos rins; anemia, perda de apetite; náusea e a ocorrência de acidose metabólica. Uma pessoa com doença renal crônica avançada , em geral apresenta redução do apetite e se o tratamento medicamentoso não for adequado, a chance de ocorrer hipoglicemia aumenta bastante. 


O que pode ser feito para se prevenir a lesão do rim pelas pessoas com diabetes?
A prevenção da nefropatia diabética está centrada no bom controle glicêmico, principalmente nos primeiros 10 anos após o diagnóstico do DM, no controle da pressão arterial, na dieta sem excesso de proteína, na parada do hábito de fumar e no controle dos níveis das gorduras do sangue. É importante também que o paciente seja orientado a não utilizar, sem acompanhamento médico, remédios que potencialmente possam lesar o rim. Outro ponto importante é que sejam realizados exames rotineiros para checar a presença de proteína na urina ou se o ritmo de filtração glomerular esta em declínio ou não.
Se o diabetes afetou os rins o que pode ser feito?
O pilar de tratamento continua a ser os relatados acima. Mas, em pacientes com longo tempo de 
doença ou doença renal avançada, o controle glicêmico deve ser individualizado e é preciso pesar os riscos devido à maior chance de ocorrência de hipoglicemia, ou seja, nesta fase, em geral, optamos por uma média glicêmica mais alta.
Qual é o papel da dieta baixa em proteínas no tratamento da lesão renal?
O consenso atual é de que dietas ricas em proteínas tem potencial para lesar o rim. Após a detecção da perda de proteína na urina, deve ser prescrita um dieta com menor teor proteico, mas sem exageros, ou seja nunca abaixo de 0,8 gramas por kilo de peso.
O que é e como se trata a insuficiência renal terminal em pacientes com diabetes?
Esta fase é caraterizada por aumento dos níveis de creatinina e uréia no sangue e por sinais e sintomas como falta de apetite, fraqueza geral, náuseas, anemia, inchaço no corpo devido à retenção de água no organismo, aumento da pressão arterial, do potássio e acidose metabólica, ou seja, o rim é incapaz de controlar a concentração de vários sais vitais para o corpo, do volume de líquido e de excretar substâncias tóxicas ao nosso organismo. Nesta fase, faz-se necessária a utilização da terapia renal substitutiva, ou seja, a diálise.
Pode um paciente com diabetes receber um transplante renal?
O transplante renal é uma terapia eficaz, que leva a aumento importante da qualidade de vida e da sobrevida do paciente. Sempre que possível, um paciente diabético prestes a iniciar a diálise ou já em tratamento dialítico, com condições de realizar a cirurgia deverá fazê-la, principalmente se o mesmo tiver um doador renal relacionado, ou seja, um parente doador.

http://www.diabetes.org.br/artigos-sobre-diabetes/59-diabetes

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Complicações Crônicas do Diabetes

O diabetes não tratado corretamente pode levar a complicações crônicas.  Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.
Sintomas visuais:
O paciente com DM descompensado apresenta visão borrada e dificuldade de refração. As complicações a longo prazo envolvem diminuição da acuidade visual e visão turva que podem estar associadas a catarata ou a alterações retinianas denominadas retinopatia diabética. A retinopatia diabética pode levar ao envolvimento importante da retina causando inclusive descolamento de retina, hemorragia vítrea e cegueira.
Sintomas cardíacos:
Pacientes diabéticos apresentam uma maior prevalência de hipertensão arterial, obesidade e alterações de gorduras. Por estes motivos e, principalmente se houver tabagismo associado, pode ocorrer doença cardíaca. A doença cardíaca pode envolver as coronárias, o músculo cardíaco e  o  sistema de condução dos estímulos elétricos do coração. Como o paciente apresenta em geral também algum grau de alteração dos nervos do coração, as alterações cardíacas podem não provocar nenhum sintoma, sendo descobertas apenas na presença de sintomas mais graves como o infarto do miocárdio, a insuficiência cardíaca e as arritmias.
Sintomas circulatórios:
Os mesmos fatores que se associam a outras complicações tornam mais freqüentes as alterações circulatórias que se manifestam por arteriosclerose de diversos vasos sangüíneos. São freqüentes as complicações que obstruem vasos importantes como as carótidas, a aorta, as artérias ilíacas, e diversas outras de extremidades. Essas alterações são particularmente importantes nos membros inferiores (pernas e pés), levando a um conjunto de alterações que compõem o "pé diabético". O "pé diabético" envolve, além das alterações circulatórias, os nervos periféricos (neuropatia periférica), infecções fúngicas e bacterianas e úlceras de pressão. Estas alterações podem levar a amputação de membros inferiores, com grave comprometimento da qualidade de vida.
Sintomas digestivos:
Pacientes diabéticos podem apresentar comprometimento da inervação do tubo digestivo, com diminuição de sua movimentação, principalmente em nível de estômago e intestino grosso. Estas alterações podem provocar sintomas de distensão abdominal e vômitos com resíduos alimentares e diarréia. A diarréia é caracteristicamente noturna, e ocorre sem dor abdominal significativa, freqüentemente associado com incapacidade para reter as fezes (incontinência fecal).
Sintomas renais:
O envolvimento dos rins no paciente diabético evolui lentamente e sem provocar sintomas. Os sintomas quando ocorrem em geral já significam uma perda de função renal significativa. Esses sintomas são: inchume nos pés (edema de membros inferiores), aumento da pressão arterial, anemia e perda de proteínas pela urina (proteinúria).
Sintomas urinários:
Pacientes diabéticos podem apresentar dificuldade para esvaziamento da bexiga em decorrência da perda de sua inervação (bexiga neurogênica). Essa alteração pode provocar perda de função renal e funcionar como fator de manutenção de infecção urinária. No homem, essa alteração pode se associar com dificuldades de ereção e impotência sexual, além de piorar sintomas relacionados com aumento de volume da próstata.
Sintomas neurológicos:
O envolvimento de nervos no paciente diabético pode provocar neurites agudas (paralisias agudas) nos nervos da face, dos olhos e das extremidades. Podem ocorrer também neurites crônicas que afetam os nervos dos membros superiores e inferiores, causando perda progressiva da sensibilidade vibratória, dolorosa, ao calor e ao toque. Essas alterações são o principal fator para o surgimento de modificações na posição articular e de pele que surgem na planta dos pés, podendo levar a formação de úlceras ("mal perfurante plantar"). Os sinais mais característicos da presença de neuropatia são a perda de sensibilidade em bota e luva, o surgimento de deformidades como a perda do arco plantar e as "mãos em prece" e as queixas de formigamentos e alternância de resfriamento e calorões nos pés e pernas, principalmente à noite.
Sintomas dermatológicos:
Pacientes diabéticos apresentam uma sensibilidade maior para infecções fúngicas de pele (tinha corporis, intertrigo) e de unhas (onicomicose). Nas regiões afetadas por neuropatia, ocorrem formações de placas de pele engrossada denominadas hiperceratoses, que podem ser a manifestação inicial do mal perfurante plantar.
Sintomas ortopédicos:
A perda de sensibilidade nas extremidades leva a uma série de deformidades como os pés planos, os dedos em garra, e a degeneração das articulações dos tornozelos ou joelhos ("Junta de Charcot"). 

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127