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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Descobri que tenho diabetes como devera ficar minha alimentação

Os comitês de estudos sobre o diabetes têm orientado que as pessoas com diabetes sigam a mesma alimentação saudável recomendada à população em geral. Muitas vezes pensamos que teremos de fazer uma dieta rigorosa, mas na verdade o que se espera é um planejamento e organização dos hábitos alimentares. Isto quer dizer que teremos que ter uma maior atenção quanto às escolhas dos alimentos e a quantidade consumida.
Tentamos resumir os primeiros passos quando nos deparamos com essa nova situação:
1 - Distribua os alimentos em 5 a 6 refeições ao dia. Não deixe de fazer o café da manhã! Se não puder fazê-lo em casa, leve um lanche reforçado para a escola ou trabalho.
2 - Nos lanches, comece sempre pelas frutas (evite sucos), mas não exagere na quantidade. Nenhum tipo de fruta é proibido!
3 - No almoço e jantar, continue a comer o tradicional arroz com feijão.
4 -A metade do prato deve ser de vegetais coloridos, principalmente os verde-escuros e amarelos. Pode ser na forma de salada crua e/ou vegetais cozidos. Evite molhos gordurosos.
5 - Escolha pequenas porções de carnes magras e faça rodízio entre as brancas, vermelhas ou ovo. Experimente também pratos vegetarianos.
6 - Evite os açúcares e alimentos açucarados. Se precisar utilize adoçante em pequena quantidade. Evite os adoçantes a base de frutose.
7- Só opte por produtos dietéticos se tiver certeza de que o mesmo atende as suas necessidades.
8 - Evite frituras e diminua o consumo de gorduras animais: carnes gordas, queijos (exceto os mais magros como, por exemplo, ricota, minas frescal, cottage), embutidos, manteiga, margarina, requeijão, creme de leite.
9 - Diminua o sal. Grande parte das pessoas com diabetes também apresentam pressão arterial elevada.
10 - Procure usar alimentos menos processados: pães integrais, aveia, arroz integral, macarrão integral, etc.
11- Evite bebida alcoólica.
12 - Tome água várias vezes ao longo do dia.
13 - Inclua como meta no seu plano de cuidado com diabetes, a consulta com um  nutricionista especialista para orientação da sua alimentação  ao longo da vida.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Polêmica do Óleo de Coco

Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o uso do óleo de coco para perda de peso. 
Considerando que muitos nutricionistas e médicos estão prescrevendo óleo de côco para pacientes que querem emagrecer, alegando sua eficácia para tal propósito; 
Considerando que não há qualquer evidência nem mecanismo fisiológico de que o óleo de côco leve à perda de peso; 
Considerando que o uso do óleo de côco pode ser deletério para os pacientes devido à sua elevada concentração de ácidos graxos saturados, como ácido láurico e mirístico;
A SBEM e a ABESO posicionam-se frontalmente contra a utilização terapêutica do óleo de coco com a finalidade de emagrecimento, considerando tal conduta não ter evidências científicas de eficácia e apresentar potenciais riscos para a saúde.
A SBEM e a ABESO também não recomendam o uso regular de óleo de coco como óleo de cozinha, devido ao seu alto teor de gorduras saturadas e pró-inflamatórias. O uso de óleos vegetais com maior teor de gorduras insaturadas (como soja, oliva, canola e linhaça) com moderação, é preferível para redução de risco cardiovascular.
Dr. Alexandre Hohl
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Fonte:http://www.endocrino.org.br/polemica-do-oleo-de-coco/

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A dúvida é frequente: qual óleo devo escolher para cozinhar?


Saiba que dependendo da preparação alguns são mais recomendados que outros; seja por suas propriedades ou pelo sabor que agregam aos pratos.
Os óleos vegetais são uma excelente fonte de ácidos graxos essenciais, principalmente de ômega-6, apresentando quantidades variáveis de ômega-9 e ômega-3.
Conheçam os tipos mais consumidos:
• Óleo de soja: é o mais consumido. Resiste ao aquecimento e é muito utilizado em frituras, pois possui ponto de fumaça entre 227 a 232ºC.
• Óleo de canola: tem grande concentração de gordura monoinsaturada (é o que mais se assemelha ao azeite) e a menor concentração de gordura saturada. Seu ponto de fumaça varia de 224 a 230ºC o que permite sua utilização em frituras. 
• Óleo de milho: É ideal para preparo de massas, bolos e doces. Seu ponto de fumaça esta entre 204 e 232ºC. 
• Óleo de girassol: é um dos mais resistentes a altas temperaturas, seu ponto de fumaça está entre 227 e 232ºC. Não altera o sabor dos alimentos e pode ser utilizado em qualquer tipo de preparação.
• Azeite: é o mais saboroso e quanto menor sua acidez, melhor sua qualidade. Apesar de ter o ponto de fumaça entre 210 e 238ºC suas propriedades benéficas podem se perder em altas temperaturas, portanto, é ideal para utilização em refogados, assados ou adicionados ao final das preparações.
Dica: Como as propriedades dos óleos são distintas, que tal alternar os tipos para o preparo?

Fonte: Ganepão Educação

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Produtos dietéticos - Diferenca entre diet e light


Os termos diet e light foram criados para facilitar e ajudar na identificação de diferentes tipos de alimentos. Quando se tem o diagnóstico de Diabetes, a primeira ideia é que devemos usar a partir de então somente produtos dietéticos. Mas para isso é importante analisar se todos são mesmo indicados, até porque nem todos os alimentos diet são sem açúcar.
Os alimentos diet se destinam a grupos populacionais com necessidades específicas e significa que o produto é isento de um determinado nutriente. Na maioria dos produtos, os diet são sem açúcar, mas é importante comprovar se o nutriente retirado foi mesmo o açúcar, e não gordura, sódio ou outro componente.
É importante que fique claro também que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, podem não ser adequados para pessoas que querem emagrecer.
Um exemplo clássico é o chocolate diet que apresenta teor calórico próximo do chocolate normal. O chocolate diet pode ser indicado para as pessoas com diabetes, pois é isento de açúcar (carboidrato de absorção rápida), mas não para as que desejam reduzir o peso já que tem maior adição de gordura. Além disso, os produtos dietéticos sem adição de açúcar podem conter outras formas de carboidratos
que também interferem na glicemia, como frutose, lactose, amido ou maltodextrina. Contudo, o mais 
importante é usar com moderação e ficar sempre “de olho” na quantidade de carboidratos contida no produto.
Já o produto light é direcionado a pessoas que buscam uma alimentação mais saudável e apresenta redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias quando comparado ao produto convencional. A redução de calorias pode vir da diminuição no teor de qualquer nutriente (carboidrato, gordura, proteína), mas não quer dizer que seja sem açúcar.
Exemplo:
DIET
Balas sem açúcar
Capuccino sem adição de açúcar
Geléia sem adição de açúcar
Biscoito waffer sem adição de açúcar
LIGHT
Bolo light - com teor reduzido de açúcar
Açúcar light - com teor reduzido de açúcar e inclusão de adoçante
Margarina light – com teor reduzido de gordura
Refrigerante light - com teor reduzido de calorias pela retirada do açúcar (pode ser chamado também de diet

Para minimizar as dúvidas, na hora da compra, deve-se sempre ler os rótulos dos alimentos. Mas o que verificar?
Para identificar se o alimento diet é mesmo sem açúcar, observe no rótulo principal se está escrito sem adição de açúcar ou zero açúcar. Caso não encontre essa informação de forma fácil na frente do rótulo, procure nos ingredientes. O açúcar pode ter vários nomes como sacarose, glicose ou dextrose, açucar invertido, açúcar demerara, açúcar mascavo. E se ver a palavra edulcorante na lista de ingredientes, quer dizer que esse produto foi adicionado adoçante. Edulcorante é o nome da substância adoçante. Exemplo: edulcorante aspartame, sucralose, acessulfame K

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Alimentos Funcionais na Prevenção de Doenças

O crescimento da preocupação para aumentar a expectativa de vida  tem conduzido a vários estudos sobre nutrição, especialmente no que diz respeito aos alimentos e seus efeitos sobre o corpo humano para melhorar, a qualidade de vida, proteção de órgãos e tecidos, manutenção das reações básicas, entre outros.
A alimentação é o principal fator na prevenção de doenças e melhorar a saúde. Previne e controla vários tipos de  Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como Diabetes, Hipertensão, Câncer e Doenças Cardíacas.
Vários estudos tem sido realizados para provar as propriedades benéficas de certos alimentos frente à diminuição da resistência, por diarreias devido ao desiquilíbrio da flora microbiótica, enfermidades inflamatórias do intestino, eczema atópico entre outros,  esses alimentos são chamados  Funcionais.
O mercado de alimentos funcionais está crescendo em todo o mundo e tem sido buscado constantemente novos ingredientes e produtos inovadores com características funcionais, tecnológicas e fisiológicas.
De acordo com a ANVISA -Agência Nacional de Vigilância Sanitária - propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.Um bom exemplo são os chamados Probióticos e Prebióticos, que ajudam o intestino a funcionar melhor. O termo Probiótico significa “favorável à vida”.Para que o organismo funcione ainda melhor, o ideal é unir os Probióticos aos Prebióticos, e esta associação é denominada Simbiótica, e o consumo destes alimentos deve ser estimulado.
Prebióticos e Probióticos : como agem e onde encontrá-los.
Prebióticos: pela Legislação Brasileira são definidos como todo ingrediente alimentar não digerível, alguns tipos de fibras alimentares - carboidratos- que afetam de maneira benéfica o organismo por estimular seletivamente o crescimento ou atividade de um número limitado de bactérias Probióticas no intestino, beneficiando a saúde.Os Prebióticos apresentam substâncias que modificam a composição da microbiota intestinal de tal forma que se tornam predominantes os microrganismos com potencial de promoção de saúde. Possuem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas.
Benefícios dos Prebióticos:
• Ajudam na manutenção da flora intestinal
• Estimulam o crescimento das bifidobactérias (responsáveis por suprimir a atividade de bactérias putrefativas, ou seja, que podem formar substâncias tóxicas)
• Facilitam o trânsito intestinal
• Contribuem com a consistência normal das fezes (prevenindo a diarreia e a constipação por alterarem a microflora colônica por uma microflora saudável)
• Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue; e aumentam a absorção de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio.
Fontes de Prebióticos:
1. Os Frutooligosacarídeos ( FOS ), estão concentrados em alimentos de origem vegetal tais como: cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel.
2. A Inulina , um polímetro da glicose está presente principalmente na raiz da chicória, e está também presente no alho, na cebola, no aspargo e na alcachofra. A inulina extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituto do açúcar e contém de 1 a 2 kcal/g.
3. A pectina, encontrada em frutas cítricas, maças, cenoura, farelo de aveia, soja, lentilha e ervilha
Probióticos, são microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde.
Esses microorganismos são adicionados aos alimentos ou ingeridos sob formulações farmacêuticas, contêm bactérias que têm como objetivo atuar no trato gastrointestinal, ajudando a manter a flora intestinal saudável. Isto ocorre porque o intestino concentra cerca de 70% das nossas células de defesa, e ele tanto pode receber nutrientes saudáveis quanto nocivos à saúde. Assim, quando a bactéria instalada no intestino for um Probiótico, o organismo vai identificá-lo como um micro-organismo benéfico, e não serão ativadas células para rejeitá-lo. Mas, se, por outro lado, a bactéria for uma Salmonella, aí ela será identificada como uma bactéria patogênica, ou seja, maléfica à saúde.
Estes microorganismos  agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico que são antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis.
Benefícios dos Probióticos:
• Mantem o equilíbrio da microbiota intestinal em casos de diarréia, constipação intestinal, síndrome do intestino irritável, reto colite ulcerativa
• Fortalecem o sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras
• Inibem o desenvolvimento de microrganismos patogênicos e putrefativos
• Previnem infecções urogenitais e vaginais
• Auxiliam na redução do colesterol
• Auxiliam na redução da pressão arterial
• Reduzem a intolerância à lactose devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose
• Impedem a reabsorção de compostos aminados indesejáveis
• Ajudam na recuperação mais rápida nas crises da Doença de Crohn: devido a melhora da permeabilidade intestinal
• Favorecem a absorção de cálcio , ferro e vitaminas (B12, ácido fólico, tiamina, etc.)
• Apresentam atividade antimutagênica
Fontes de Probióticos
Os  Probióticos mais conhecidos que exercem essa função são as bactéricas Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. A  indústria leiteira é realmente o foco da atenção pela disponibilidade dos seus produtos, especialmente  os iogurtes , leites fermentados e bebidas lácteas tem sido as principais fontes desses microorganismos, mas já existem alguns  suplementos nutricionais com eles enriquecidos.
A Food News Latam, em nota publicada em outubro de 2014 , anunciou o início da produção de queijos com a adição do Probiótico Lactobacillus casei BGP 93 , e mostrou que o queijo Petit-Suisse ser um bom veículo para a adição de microorganismos  probióticos.Além dos produtos lácteos , derivados da soja tem se revelado veículos apropriados de culturas Probióticas. Além desses, outros alimentos têm o mesmo potencial e já estão sendo devidamente estudados tais como: maionese, carnes, patês, extratos de sementes vegetais e peixes.
O nutrólogo Gabriel Araújo pondera que é importante ler a bula desses produtos para se certificar sobre a presença dos Probióticos e, em caso positivo, saber quais deles estão disponíveis.  As doses benéficas para a saúde devem corresponder a pelo menos 10 milhões de bactérias dos grupos bifidobactérias ou lactobacilos.
Uso de Probiótico e a Autoimunidade da Ilhota em crianças
A microbiota intestinal desempenha um papel importante no aumento do sistema imune e excluindo a competição com patógenos .
Estudos anteriores demonstraram que a disbiose na microbiota intestinal e na barreira intestinal pode estar associada com o Diabetes Tipo 1 em seres humanos e animais.
Em um estudo apresentado em 2014 no encontro da  Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) a Dra. Ulla Uusitalo da University of South Florida, Tampa e colaboradores avaliaram 8.502 crianças com Diabetes Tipo 1, desde os determinantes ambientais da Diabetes no Jovem ( TEDDY) para determinar a associação entre o uso precoce de Probióticos e a autoimunidade da ilhota (IA).
IA foi definida como a presença de um ou mais anticorpos de ilhotas - GADA, IAA ou IA-2A - confirmados em duas consultas consecutivas.
Introdução de Probióticos na forma de um suplemento ou fórmula infantil contendo Probiótico foi classificada como:
1. Introdução precoce (com a idade inferior a  meses),
2. Introdução tardia (com a idade igual ou superior a 3 meses) ,
3. De introdução ( não foi introduzido durante os primeiros 12 meses).
Os resultados do estudo revelaram que a Introdução Precoce de Probióticos foi mais comum na Finlândia (35,9%), seguida pela Alemanha (24%), Suécia (11,6%) e os EUA (2,2%).Além isso, foi associada à redução do risco de IA, comparado com a Introdução Tardia  ou de Introdução (HR 0,62, 95% CI 0,45-0,84, P = 0,0018).Segundo os pesquisadores, os dados deste estudo sugerem que pode reduzir o risco de IA em crianças que estão em risco genético elevado de Diabetes Tipo 1."
Probióticos poderiam atuar Contra Obesidade e Diabetes
De acordo com um novo estudo realizado no Instituto Nacional de Saúde, a ingestão diária do VSL # 3 produto Probiótico comercial levou a um nível aumentado de butirato, que, por sua vez, aumentou a liberação de um hormônio do apetite suprimindo o chamado GLP-1.
Este resultado, levou a redução do consumo de alimentos e aumento de tolerância à glucose em ratos. (H. Yadav, JH Lee, J. Lloyd, P. Walter, SG Rane, The Journal of Biological Chemistry)Hariom Yadav, PhD, do Instituto Nacional de Diabetes e Digestivo e doença renal, afirmou : "O novo achado deste estudo é que VSL # 3 pode aumentar a produção de butirato no intestino. Estamos agora desenvolvendo espécies  individuais que podem produzir maiores níveis de butirato, e podem ser usados para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais ou formulações médicas para os obesos e diabéticos”.
O produto VSL # 3 é produzido pela indústria farmacêutica Sigma Tau e fornece uma maior quantidade de bactérias benéficas in vivo do que qualquer outro Probiótico no mundo. Ele contém uma combinação de oito diferentes espécies  bacterianas e está disponível em 4 diferentes formulações que possuem até 450 mil milhões de bactérias vivas.
O estudo dividiu ratos de laboratório em grupos com dieta com baixo teor e  alto teor de gordura, com e sem consumo do Probiótico  VSL # 3 por 8 semanas. Os ratos que consumiram VSL # 3 apresentaram menor deposição de gordura, mas o mais importante, apresentaram níveis mais baixos de glicose no sangue, com maior tolerância à glicose e à insulina. Fatores metabólicos gerais também foram melhorados.
Os autores concluem : "A possibilidade da suplementação dietética com  Probióticos pode modificar a flora intestinal, levando a alterações nos níveis de ácidos graxos de cadeia curta que promovem a liberação de hormônios como GLP1.Este achado estimulará a pesquisa a buscar e compreender o mecanismo de ação de outro benefícios dos Probióticos.


sábado, 20 de setembro de 2014

Gorduras: Vilãs ou Mocinhas?

De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009, e outras pesquisas que avaliam o consumo alimentar, o Brasil passa por uma transição nutricional. Dados da ultima pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) apontam para  um maior  consumo de alimentos industrializados e como consequência,  maior  consumo de gorduras.

A gordura na alimentação tende a ser visto como algo ruim. No entanto, o consumo adequado de gorduras, pode sim trazer benefícios à saúde. O importante é conhecer os tipos, as fontes alimentares e as quantidades recomendadas.
As funções das gorduras são inúmeras. Elas formam a camada das células, transportam nutrientes, mantém o corpo aquecido. Por outro lado, o excesso de gorduras, especialmente as gorduras ruins, pode levar à obstrução de artérias importantes causando diferentes problemas como infarto, acidente vascular cerebral ou trombose.
Assim, é importante conhecer os tipos para  controlar na sua alimentação. Veja como escolher:
Gorduras boas
As gorduras boas são chamadas de insaturadas e podem ser de  dois tipos:
Monoinsaturadas
• Azeite de oliva
• Óleo de canola
• Nozes e castanhas
• Abacate

Poli-insaturadas:
• Peixes oleosos como salmão, arenque, cavala e a sardinha
• Óleos de soja
• Cremes vegetais
• Linhaça 
• Chia
Dentre as gorduras poli-insaturadas, o ômega 3 e ômega 6 merecem destaque.  Ambos são obtidos por meio dos alimentos e tem papel importante no controle de processos metabólicos, entre eles a inflamação, comum em pessoas com diabetes. Ambos devem ser consumidos por meio da alimentação, uma vez que o  corpo humano não é capaz de  produzi-los.
Gorduras ruins
Saturadas
Um tipo de gordura que, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido.
• Carnes e gordura aparente de carnes e aves
• Leite integral
• Queijos
• Manteiga
• Azeite de dendê
• Óleo de coco
• Óleo de Palma

Trans
• Margarina
• Biscoitos
• Batatas fritas (prontas ou congeladas)
• Sorvetes
• Salgadinhos de pacote

As pessoas, a partir da definição de seu plano alimentar juntamente com o profissional que o acompanha deve priorizar um prato saudável, contendo todos os tipos de nutrientes. As gorduras devem ser poli ou monoinsaturadas para equilibrar o conteúdo de gorduras boas na  alimentação.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Alimentação e o diabetes

Um bom controle glicêmico depende de diversos fatores que influenciam no tratamento do diabetes.
Para viver com qualidade, as pessoas com diabetes devem tomar seu medicamento/insulina conforme indicação médicater uma alimentação balanceada e saudávelpraticar atividade físicavisitar regularmente seu médico e demais profissionais que o acompanham.
Mudanças bruscas na alimentação e nos exercícios físicos dificultam estabilizar as doses dos medicamentos, quer os hipoglicemiantes orais, quer a insulina. Existem outros fatores que também influenciam o bom controle: o stress e o estilo de vida.

Dieta:
Os alimentos fornecem a energia de que necessitamos para viver. Nosso organismo converte a maior parte dos alimentos que comemos em um tipo de açúcar denominado Glicose, do qual as células necessitam para transformar em energia.Uma dieta equilibrada é aquela que contem todos os nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras e reguladores.
A dieta deve ser muito bem planejada, pois é um fator da maior importância para o bom equilíbrio / controle da glicemia.

Carboidratos:
São alimentos energéticos. Os carboidratos devem representar aproximadamente 50% do total diário de calorias e constituem a base da alimentação. As principais fontes são os cereais como o arroz, milho, trigo, aveia, centeio, cevada e seus produtos (farinhas, pão, macarrão, massas, biscoitos, pipoca), e os tubérculos: batata, batata-doce, mandioca, mandioquinha, cara, inhame.
Deve-se dar preferência aos alimentos ricos em fibras: pão, cereais e arroz integral, além de frutas secas, vegetais e leguminosas.
Não consumir os açúcares simples, refinado, cristal e mascavo, mel, doces, refrigerantes (não diet).

Proteínas:
São alimentos construtores. As proteínas ajudam a construir e reparar os tecidos do organismo. Proteínas devem representar de 15% a 20% do total das calorias diárias, são encontradas principalmente nos alimentos de origem animal: o leite e seus derivados, ovos, carnes, peixe e frango, além de vegetais: leguminosas, soja, feijão, lentilha etc.

Gorduras:
Sao alimentos energéticos. As gorduras devem ser responsáveis por até 30% do total das calorias diárias. Deve-se dar preferência às gorduras de origem vegetal: óleos de canola, girassol e milho. Frutas oleaginosas: amendoim, nozes, castanhas, avelãs, amêndoas. Reduzir gorduras de origem animal: carnes gordas, banha de porco, peles de aves, gema de ovos, leite e derivados integrais.

Reguladores:
Fazem parte deste grupo de alimentos as fontes de vitaminas, sais minerais, fibras vegetais, verduras, legumes, frutas e água.

As fibras vegetais são nutrientes importantes para o bom funcionamento do aparelho digestivo e prevenção de algumas doenças: prisão de ventre, hemorróidas,gastrite,colite e mesmo tumores do aparelho digestivo.
Colaboram para controlar os níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicérides) e de glicose, evitando glicemias muito altas.
As fibras macias são responsáveis pela menor absorção da glicose e das gorduras durante a digestão. Os alimentos que oferecem estas fibras são:   
• Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja
• Cascas e bagaços de frutas; 
• Legumes e verdura;
• Aveia e cevada 

Atenção:
• O equilíbrio nas refeições diárias garante boa nutrição e melhor controle da glicemia;
• Fracione os alimentos em várias pequenas refeições;
• Os diabéticos Insulino-dependentes devem ajustar o horário e as quantidades de alimentos a seu esquema de insulina; 

Consulte sempre um Nutricionista que irá recomendar o seu consumo diário de calorias, e o ajudará a planejar a sua dieta levando em consideração: 
• Seu peso e idade;
• Sua atividade física;
• Seu nível de açúcar no sangue (glicemia)
• Os alimentos de que você gosta

Como decifrar as informações dos rótulos de alimentos

No Brasil a rotulagem nutricional é obrigatória e é uma maneira de comunicar as características dos alimentos para os consumidores. Por isso, compreender as informações que estão no rótulo pode ajudar nas escolhas alimentares e, assim, a manter uma alimentação mais adequada. Porém, não são todos que conseguem ler e entender as informações descritas. Será pontuado abaixo o que deve conter em um rótulo e como interpretar tais informações.
ITENS OBRIGATÓRIOS:
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS:
O que significam os itens da tabela de informações nutricionais:
  • VALOR ENERGÉTICO
É a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais, Na rotulagem nutricional o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ).
Prefira alimentos com ↓ valor calórico. Mas de 400kcal/100g é bastante elevado.

  • CARBOIDRATOS
São os nutrientes cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (batata, mandioca, inhame, etc.) e doces em geral.
Alimentos ricos em carboidrato com mais de 6g/100g de fibras e proteína, são boa escolha.

  • PROTEÍNAS
São nutrientes necessários para construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leite e derivados, e nas leguminosas (feijão, soja e ervilha).
  • GORDURAS TOTAIS
São nutrientes que também fornecem energia para o corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal.
Procure alimentos com menos de 10g de gordura por 100g.

  • GORDURAS SATURADAS
Tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. O consumo excessivo desse tipo de gordura pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por isso o consumo deve ser moderado. São exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga e requeijão. 

Prefira alimentos com pouca ou nenhuma gordura saturada.

  • GORDURA TRANS
Encontrada em grande quantidade em alimentos que utilizam gordura vegetal hidrogenada em suas preparações. O consumo desse tipo de gordura deve ser muito reduzido, considerando que o nosso corpo não precisa desse tipo de gordura, além de aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Não se deve consumir mais de 2 gramas/dia.
  • FIBRAS ALIMENTARES
Está presente em diversos tipo de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.
Consumo de 30 gramas/dia.

  • SÓDIO
Está presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados (embutidos, enlatados, salgadinhos, molhos prontos). Devem ser consumidos com moderação, pois em excesso podem causar o aumento da pressão arterial.
Máximo de 2000mg/dia.

Os rótulos são feitos para transmitir informações, de forma clara, sobre os alimentos, dando ao consumidor a possibilidade de escolhas saudáveis que contribuam com a sua saúde.

 Fonte: http://www.diabetes.org.br/2014-03-27-22-06-34/2014-03-27-22-24-40/675-como-decifrar-as-informacoes-dos-rotulos-de-alimentos