segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Bolo de abacaxi e castanha-de-caju

Ingredientes
  • 3 xícaras (chá) de abacaxi cortado em cubos
  • 1/2 xícara (chá) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
  • 4 claras
  • 2 gemas
  • 1/4 de xícara (chá) de óleo de canola
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • 50 g de castanha-de-caju bem picadas (xerém)
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • Para salpicar
  • 2 colheres (sopa) de castanha-de-caju triturada
  • 2 colheres (sopa) de leite em pó desnatado
  • 1 colher (sopa) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
Preparo
 Coloque o abacaxi e o adoçante em uma panela e leve ao fogo por cerca de 10 minutos ou até amaciar e formar caldo. Reserve. Bata as claras em neve e reserve. Na batedeira misture as gemas e o óleo e acrescente alternadamente o abacaxi e as farinhas de trigo e integral. Retire e adicione a castanha-de-caju, as claras em neve e o fermento. Coloque em uma forma de bolo média, com furo no meio, untada com margarina e enfarinhada. Leve ao forno médio (180 ºC), preaquecido, por cerca de 40 minutos. Retire o bolo, espere esfriar e desenforme. Misture a castanha triturada, o leite em pó e o adoçante e salpique o bolo.
Rendimento: 12 porções
Informações nutricionais 
1 Porção = 1 Fatia50 g
Calorias 195
Proteínas  5,5 g
Gorduras totais 7 g
Carboidratos 27,2 g
Fibras 2,1 g
Sódio127 mg
Gorduras saturadas  0,3 g
Colesterol32 mg

Rocambole Romeu e Julieta

Ingredientes
Massa
  • 2 ovos
  • 4 claras
  • 4 colheres (sopa) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
  • 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
Recheio
  • 200 g de ricota
  • 1/2 xícara (chá) de creme de leite light
  • 4 colheres (sopa) de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão
  • 2 colheres (chá) de essência de baunilha
  • 1 xícara (chá) de geleia de goiaba diet
Preparo
Massa
Bata as claras em neve, junte as gemas e o adoçante até obter uma mistura bem fofa. Acrescente a farinha e o fermento delicadamente. Distribua a massa em uma assadeira untada com margarina e enfarinhada. Leve ao forno médio (180 ºC), preaquecido, por 15 minutos ou até assar.
Recheio
Bata no liquidificador os ingredientes, exceto a geleia. Adicione um pouco de água até formar um creme grosso.
Montagem
Espalhe o recheio sobre a massa assada. Distribua metade da geleia e enrole para formar o rocambole. Deixe na geladeira por cerca de 20 minutos antes de cortar. Enfeite com o restante da geleia e sirva.
Rendimento: 12 porções
Informações nutricionais 
1 Porção = 1 Fatia65 g
Calorias 104
Proteínas  5 g
Gorduras totais4,6 g
Carboidratos  10,8 g
Fibras 0,3 g
Sódio75 mg
Gorduras saturadas  1,4 g
Colesterol
42 mg

Manejo do diabetes mellitus no paciente idoso

É fato! A população de idosos cresce cada vez mais. Graças à maior expectativa de vida, segundo o IBGE, as pessoas com mais de 65 anos de idade devem passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total), em 2060. Como a prevalência de diabetes também está aumentando, a conclusão que chegamos é de que teremos mais idosos diabéticos necessitando de assistência endocrinológica. Mas será que as pessoas com mais de 65 anos devem ser tratadas igualmente aos mais jovens?
A verdade é que o paciente idoso está sujeito exatamente às mesmas complicações do diabetes que o paciente mais jovem, com uma diferença importante: o risco das complicações cardíacas e vasculares é muito maior, já que a idade é um agravante. E isto já é um bom motivo para um cuidado diferenciado! Além disso, o idoso diabético quando comparado ao não diabético, está mais sujeito a ser poli medicado, apresentar perdas funcionais (dificuldade de locomoção, por exemplo), problemas cognitivos, depressão, quedas e fraturas, incontinência urinária e dores crônicas.
Logo, o paciente idoso com diabetes carece de tratamento individualizado. Isto é, há pessoas idosas ativas e saudáveis, assim com também há pessoas fragilizadas e dependente de cuidados. Nestas últimas, em especial, os principais objetivos são tratar o diabetes e suas complicações evitando ao máximo as quedas da glicose (hipoglicemias), as quedas de pressão (hipotensão), além de cuidar as interações entre diferentes medicamentos, já que muitos pacientes precisam tomar muitos remédios. Além disso, o endocrinologista deve atentar para doenças que limitem o autocuidado do paciente, como problemas de visão e cognitivos.
No paciente idoso as hipoglicemias muitas vezes são confundidas com doenças neurológicas, como demência ou isquemias, não raro, levando o médico não familiarizado a realizar exames e lançar mão de tratamentos desnecessários. Tontura, fraqueza, delírio e confusão são sintomas comuns de hipoglicemia em idosos com diabetes. Principalmente nos que usam medicamentos que estimulam o pâncreas a secretar insulina como as sulfonilureias (glibenclamida e glimepirida) ou que usam insulina.
Outro ponto importante no manejo do diabetes no idoso é a modificação do estilo de vida. Muitas pessoas com mais de 60 anos são sedentárias. Problemas de visão, osteoarticulares, depressão, ou simplesmente insegurança, contribuem para que os idosos se movimentem menos. Logo, a atividade física orientada por profissional habilitado, acompanhada de alimentação apropriada, contribuem muito para a melhora do diabetes. Em estudos, os pacientes com mais de 60 anos melhoram bem mais do diabetes modificando o estilo de vida do que os pacientes mais jovens. Ou seja, o idoso leva vantagem no tratamento não medicamentoso.
Devido ao risco cardiovascular aumentado, o paciente idoso com diabetes deve manter ótimos os níveis de pressão arterial e de colesterol. Como mencionado anteriormente, o tratamento da hipertensão deve ser calibrado para evitar hipotensão. Tontura, como dito anteriormente, pode ser um sintoma de hipoglicemia, mas também pode ser um sintoma de pressão baixa. Para fazer a diferenciação, o paciente deve medir sua pressão e, também, sua glicose na ponta do dedo, quando apresentar sintomas suspeitos. Se os valores forem diferentes dos previamente combinados no consultório médico, deve prontamente procurar seu endocrinologista para ajustar a dose da medicação em uso. No caso do colesterol, se o LDL (colesterol ruim) estiver acima de 100 mg/dL, pode ser necessário tratamento medicamentoso com estatina. Além disso, o fumo deve ser sempre desencorajado e alguns pacientes podem se beneficiar do tratamento com AAS.
Outros cuidados fundamentais são:
- avaliação oftalmológica regular, já que o diabetes aumenta o risco de perda de visão por problemas na retina e por catarata, e quanto maior a idade, maior a chance de isto acontecer;
- avaliação da função renal como parte da prevenção da insuficiência renal crônica;
- cuidados com os pés, já que cerca de 30% dos pacientes idosos não conseguem alcançar ou verificar os pés regularmente.
Dada a complexidade do diabetes como doença e as peculiaridades do paciente idoso, todo paciente diabético com 60 anos ou mais deve ser sempre preferencialmente tratado por médico especialista treinado no manejo do diabetes e suas complicações, ou seja, com o endocrinologista.

Existe relação entre diabetes, obesidade e depressão?

A depressão é, sem dúvida alguma, um dos males do século XXI. Somente nas últimas décadas foi documentado um aumento expressivo na quantidade de pessoas acometidas por ela. Para termos uma ideia, no Brasil estima-se por pesquisas que 10% da população já apresentou algum episódio depressivo maior em um período de 1 ano.
A obesidade, por sua vez, também é considerada um dos males deste século. A projeção mais otimista indica que em 2025 cerca de 20% da população brasileira apresentará obesidade. 
Já o Diabetes não fica atrás, segundos as estimativas do Ministério da Saúde, 6,2% da população adulta brasileira é portadora da doença.
Três doenças, um elo em comum: aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão, e quem está acima do peso tem 3 vezes mais chances de desenvolver depressão ao longo da vida. Além disso, pessoas com Diabetes tem o dobro de chances de apresentaram depressão. E o ponto principal que poderia ligar estas três doenças seria o acúmulo de gordura.
As células de gordura e sua relação com todo o funcionamento do nosso organismo é um assunto que, ao ser estudado, tem nos ajudado a entender melhor porque muitas doenças podem acontecer em conjunto com outras.
O excesso de peso leva a um aumento da produção de insulina pelo nosso pâncreas. A partir daí, este excesso pode ocasionar o que chamamos de resistência insulínica, que é uma situação em que apesar do organismo ter uma quantidade maior de insulina, ela não funciona de forma adequada, como se ficasse mais fraca.
O ambiente gerado pelo ganho de peso e pela resistência insulínica leva a um estado de inflamação no organismo. Aqui, a célula de gordura quando está sobrecarregada (com muita gordura dentro dela) produz substâncias inflamatórias que causam o que chamamos de ambiente inflamatório. O desenvolvimento do Diabetes também pode ocorrer como resultado deste processo, e o que tem se demonstrado é que a depressão também.
No entanto, há ainda inúmeros mecanismos a serem eluciados. Um deles, por exemplo, é sobre o ganho de peso. Ainda não está claro se é a depressão que leva ao ganho de peso ou se acontece o contrário. Mas a questão precisa ser encarada dos dois lados. Tanto a pessoa com depressão que procura o psiquiatra deve avaliada buscando fatores de ganho de peso e risco de Diabetes como aquela pessoa que esteja em acompanhamento endocrinológico deverá ser perguntada sobre sintomas depressivos.
Sabendo disso, o mais importante é certamente a informação. Quanto mais sabemos das possibilidades, mais ficamos próximos de diagnosticar e tratar. Depressão, diabetes e obesidade são 3 doenças com tratamento e nossos esforços são para que elas sejam identificadas de forma mais precoce possível. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Quiche de presunto

Ingredientes
Massa
  • 1 pote de iogurte natural desnatado (200 g)
  • 2 colheres (sopa) de margarina cremosa sem sal
  • 1 colher (café) de sal
  • Cerca de 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
Recheio
  • 2 cebolas cortadas em rodelas finas
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva
  • 2 xícaras (chá) de acelga picada
  • 100 g de presunto sem capa de gordura picado
Cobertura
  • 1 gema
  • 3 claras
  • 1 pote de iogurte natural desnatado (200 g)
  • 3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado light 
Preparo
Massa
Misture o iogurte, a margarina e o sal e adicione a farinha de trigo aos poucos até obter uma massa firme que desgrude das mãos. Deixe descansar 15 minutos.
Recheio
Refogue a cebola no azeite até murchar. Adicione a acelga e o presunto, mexa por 5 minutos e reserve. Espere esfriar.
Cobertura
Bata os ingredientes no liquidificador.
Montagem
Forre com a massa o fundo e as laterais de uma forma de torta média e faça alguns furos no fundo. Leve ao forno médio (180 °C), preaquecido, por 10 minutos. Coloque o recheio e cubra com o creme de iogurte. Leve ao forno novamente por cerca de 30 minutos ou até a torta ficar firme e dourada.

Informações nutricionais
1 Porção = 1 Fatia80 g
Calorias177
Proteínas 4,5 g
Gorduras totais3 g
Carboidratos 11,1 g
Fibras 0,3 g
Sódio118 mg
Gorduras saturadas  1,1 g
Colesterol12 mg
Rendimento: 12 porções

F
onte: http://www.diabetes.org.br/receitas-diabetes/receitas-lanches/quiche-de-presunto

Abuso de álcool no paciente diabético

Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco...
As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.
Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.
Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 m de destilados, o que equivale a 15 g de etanol.
Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!
Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!

Diabéticos: evitando oscilações nos níveis de glicemia


Para os pacientes diabéticos, manter os níveis de açúcar em níveis controlados é fundamental. Tanto para evitar o aumento dos níveis de glicemia, mas também para prevenir que os níveis de açúcar se reduzam excessivamente: a hipoglicemia.
Por definição, a hipoglicemia é uma situação onde há pouca quantidade de glicose no sangue, e leva a uma série de sintomas como: tremores, sudorese, nervosismo, fraqueza, sonolência, fadiga, piora na coordenação e que podem se agravar, chegando mesmo até a perda de consciência e ao coma.
Para o paciente diabético, a principal causa de hipoglicemia é o próprio tratamento. Isto acontece por alguns motivos. Muitos diabéticos utilizam medicamentos que estimulam o pâncreas a fabricar mais insulina na tentativa de corrigir os níveis de açúcar na corrente sanguínea (como glibenclamida ou gliclazida, por exemplo). Estas medicações podem causar uma produção um pouco superior de insulina e com isso os níveis de açúcar na corrente sanguínea se reduzirem acima do necessário. Um simples ajuste de dose de medicamentos já é suficiente.
No entanto, existem casos em que as medicações estão na dose corretam seja medicações por via oral ou mesmo insulina injetável, e o paciente acaba pulando refeições ou se alimentando menos do que o necessário. Neste casos, os medicamentos irão agir reduzindo os níveis de glicemia, porém como o paciente não se alimentou, a hipoglicemia ocorrerá. De forma semelhante, quando o paciente se exercita de forma intensa e aplica insulina ou toma medicamentos sem se alimentar para compensar, existe grande possibilidade da hipoglicemia ocorrer. Isto porque a dose de insulina que a pessoa irá aplicar depende sempre da quantidade de carboidrato ingerido no dia. Existe ainda outra possibilidade, que é o erro na aplicação de insulina: uma pessoa acabar injetando mais insulina do que o necessário, e a hipoglicemia é a consequência, infelizmente.

Uma grande dúvida nas consultas é se condições do clima muito quente pode gerar quadros de hipoglicemia. O que se sabe é que a exposição solar durante longos períodos e climas muito quentes favorecem o quadro de desidratação. Se a pessoa permanecer por muito tempo sem se alimentar, há chances da hipoglicemia ocorrer de maneira associada ao quadro.
O recado e a lembrança são: os níveis de açúcar no sangue do paciente diabético devem estar sempre bem controlados. O excesso de açúcar causa problemas na retina, nos rins e aumenta o risco de problemas cardíacos, por exemplo. Já os níveis de açúcar abaixo do necessário, a hipoglicemia, podem afetar o cérebro, causando convulsões e coma.
O Diabetes é uma doença que vai precisar de uma atenção redobrada por parte dos seus pacientes, como se fosse uma planta delicada: com cuidados corretos, medicamentos nas doses ajustadas, alimentação controlada, a evolução tente a ser a melhor possível.