sábado, 20 de setembro de 2014

Gorduras: Vilãs ou Mocinhas?

De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009, e outras pesquisas que avaliam o consumo alimentar, o Brasil passa por uma transição nutricional. Dados da ultima pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) apontam para  um maior  consumo de alimentos industrializados e como consequência,  maior  consumo de gorduras.

A gordura na alimentação tende a ser visto como algo ruim. No entanto, o consumo adequado de gorduras, pode sim trazer benefícios à saúde. O importante é conhecer os tipos, as fontes alimentares e as quantidades recomendadas.
As funções das gorduras são inúmeras. Elas formam a camada das células, transportam nutrientes, mantém o corpo aquecido. Por outro lado, o excesso de gorduras, especialmente as gorduras ruins, pode levar à obstrução de artérias importantes causando diferentes problemas como infarto, acidente vascular cerebral ou trombose.
Assim, é importante conhecer os tipos para  controlar na sua alimentação. Veja como escolher:
Gorduras boas
As gorduras boas são chamadas de insaturadas e podem ser de  dois tipos:
Monoinsaturadas
• Azeite de oliva
• Óleo de canola
• Nozes e castanhas
• Abacate

Poli-insaturadas:
• Peixes oleosos como salmão, arenque, cavala e a sardinha
• Óleos de soja
• Cremes vegetais
• Linhaça 
• Chia
Dentre as gorduras poli-insaturadas, o ômega 3 e ômega 6 merecem destaque.  Ambos são obtidos por meio dos alimentos e tem papel importante no controle de processos metabólicos, entre eles a inflamação, comum em pessoas com diabetes. Ambos devem ser consumidos por meio da alimentação, uma vez que o  corpo humano não é capaz de  produzi-los.
Gorduras ruins
Saturadas
Um tipo de gordura que, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido.
• Carnes e gordura aparente de carnes e aves
• Leite integral
• Queijos
• Manteiga
• Azeite de dendê
• Óleo de coco
• Óleo de Palma

Trans
• Margarina
• Biscoitos
• Batatas fritas (prontas ou congeladas)
• Sorvetes
• Salgadinhos de pacote

As pessoas, a partir da definição de seu plano alimentar juntamente com o profissional que o acompanha deve priorizar um prato saudável, contendo todos os tipos de nutrientes. As gorduras devem ser poli ou monoinsaturadas para equilibrar o conteúdo de gorduras boas na  alimentação.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bolo de Banana

Ingredientes:

Massa
4 ovos
1 xícara de leite
½ xícara de óleo
1 xícara de adoçante culinária
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher  de sopa de fermento em pó



Recheio
6 bananas médias
Adoçante e canela em pó à gosto


Modo de Preparo:
Bater os 4 primeiros ingredientes no liqüidificador e juntar a farinha de trigo. Tirar do copo a massa e misturar o fermento. Reservar.
Untar uma forma com margarina e polvilhar com adoçante e canela. Forrar a forma com as bananas cortadas ao meio. Colocar a massa e levar ao forno por mais ou menos 20 minutos.


Informações Nutricionais
Rendimento: 13 fatias
Kcal/porção: 198 Kcal
Carboidratos/porção: 24g
Protéinas/porção: 5.14g
Lipidios: 11,19g


Fonte: http://www.adj.org.br/site/receitas_read.asp?id=60

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Alfajores de Chocolate


Ingredientes:
Massa
200g margarina light
4 colheres (sopa) adoçante culinária
3 ovos
1 e ¼ xícara (chá) farinha de trigo
2 xícaras (chá) amido de milho
1 xícara (chá) cacau em pó
1 tablete de fermento biológico
1 colher (café) essência de baunilha
Raspas de 1 limão
Recheio e cobertura
300g doce de leite diet
500g chocolate diet em pedaços

Modo de preparo:

Massa
Bata a margarina light com o adoçante até ficar cremoso. Junte os ovos, um a um, sem parar de bater. Retire da batedeira e junte os ingredientes restantes, mexendo com uma colher até obter uma massa homogênea. Em uma superfície enfarinhada, abra a massa e corte-a com um cortador redondo. Disponha os círculos (bolachas) em uma assadeira untada e leve para assar em forno médio pré-aquecido por aproximadamente 20 minutos. Deixe esfriar.

Montagem:
Passe o doce de leite na parte de cima de metade das bolachas, depois cubra com o restante deles, como se fossem sanduíches. Derreta o chocolate em banho-maria e banhe os bolinhos com auxílio de um garfo. Deixe na geladeira em uma assadeira forrada com papel manteiga para não grudar.

Rendimento 1380g (23 porções)
Porção: 60g
Informação nutricional por porção (60g):
Calorias: 272 kcal
Carboidrato: 14g
Proteína: 5g
Gordura: 14g

Fonte: http://www.adj.org.br/site/receitas_read.asp?id=2

Diagnóstico do Diabetes

Deve ser feito através da dosagem de glicose no sangue (Glicemia).
Os valores de glicemia (referência) para o diagnostico do Diabetes são:
Normal: Glicemia de jejum (pelo menos 8 horas) entre 70 mg/dl e 99mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose (75g) via oral.
Glicemia de jejum alterada: Glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dl.
Diabetes: 2 amostras colhidas, em dias diferentes, com resultado igual ou acima de 126mg/dl. ou glicemia dosada a qualquer hora igual ou acima de 200mg/dL na presença de sintomas.
Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dL.
Curva glicêmica:
A curva glicêmica, ou teste oral de tolerância à glicose, é considerada o padrão-ouro para diagnosticar o Diabetes Mellitus. Para essa finalidade, preconiza-se a administração de 75g de glicose por via oral (ou 1,75 g/kg de peso em crianças) e as dosagens de glicose sérica em jejum e após 120 minutos da sobrecarga. Tanto um valor de glicemia entre 100 e 125 mg/dL, encontrado em jejum, quanto níveis entre 140 e 200 mg/dL, duas horas após a sobrecarga, evidenciam intolerância à glicose (pré-diabetes). 
Já uma Glicemia superior ou igual a 200 mg/dL aos 120 minutos confirma o diagnóstico de Diabetes Mellitus.

http://www.anad.org.br/institucional/Tipos_de_diabetes.asp

SBD - Posicionamento sobre matéria veiculada no Jornal Nacional em 28/03/2013

COMUNICADO IMPORTANTE DA SBEM E SBD

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) vêm através deste comunicado conjunto contrapor informações veiculadas na edição do Jornal Nacional de 28/03/2014 sobre a ocorrência de efeitos adversos de medicações anti-diabéticas.

O texto da matéria, ressalta, entre outras infomações:

“Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. ‘A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide’, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.”

Este texto contém incorreções importantes, tais como:

1. é absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há várias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada a qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.

2. as demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireóide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausência de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.

3. o alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.
Fonte: http://www.diabetes.org.br

Alimentação e o diabetes

Um bom controle glicêmico depende de diversos fatores que influenciam no tratamento do diabetes.
Para viver com qualidade, as pessoas com diabetes devem tomar seu medicamento/insulina conforme indicação médicater uma alimentação balanceada e saudávelpraticar atividade físicavisitar regularmente seu médico e demais profissionais que o acompanham.
Mudanças bruscas na alimentação e nos exercícios físicos dificultam estabilizar as doses dos medicamentos, quer os hipoglicemiantes orais, quer a insulina. Existem outros fatores que também influenciam o bom controle: o stress e o estilo de vida.

Dieta:
Os alimentos fornecem a energia de que necessitamos para viver. Nosso organismo converte a maior parte dos alimentos que comemos em um tipo de açúcar denominado Glicose, do qual as células necessitam para transformar em energia.Uma dieta equilibrada é aquela que contem todos os nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras e reguladores.
A dieta deve ser muito bem planejada, pois é um fator da maior importância para o bom equilíbrio / controle da glicemia.

Carboidratos:
São alimentos energéticos. Os carboidratos devem representar aproximadamente 50% do total diário de calorias e constituem a base da alimentação. As principais fontes são os cereais como o arroz, milho, trigo, aveia, centeio, cevada e seus produtos (farinhas, pão, macarrão, massas, biscoitos, pipoca), e os tubérculos: batata, batata-doce, mandioca, mandioquinha, cara, inhame.
Deve-se dar preferência aos alimentos ricos em fibras: pão, cereais e arroz integral, além de frutas secas, vegetais e leguminosas.
Não consumir os açúcares simples, refinado, cristal e mascavo, mel, doces, refrigerantes (não diet).

Proteínas:
São alimentos construtores. As proteínas ajudam a construir e reparar os tecidos do organismo. Proteínas devem representar de 15% a 20% do total das calorias diárias, são encontradas principalmente nos alimentos de origem animal: o leite e seus derivados, ovos, carnes, peixe e frango, além de vegetais: leguminosas, soja, feijão, lentilha etc.

Gorduras:
Sao alimentos energéticos. As gorduras devem ser responsáveis por até 30% do total das calorias diárias. Deve-se dar preferência às gorduras de origem vegetal: óleos de canola, girassol e milho. Frutas oleaginosas: amendoim, nozes, castanhas, avelãs, amêndoas. Reduzir gorduras de origem animal: carnes gordas, banha de porco, peles de aves, gema de ovos, leite e derivados integrais.

Reguladores:
Fazem parte deste grupo de alimentos as fontes de vitaminas, sais minerais, fibras vegetais, verduras, legumes, frutas e água.

As fibras vegetais são nutrientes importantes para o bom funcionamento do aparelho digestivo e prevenção de algumas doenças: prisão de ventre, hemorróidas,gastrite,colite e mesmo tumores do aparelho digestivo.
Colaboram para controlar os níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicérides) e de glicose, evitando glicemias muito altas.
As fibras macias são responsáveis pela menor absorção da glicose e das gorduras durante a digestão. Os alimentos que oferecem estas fibras são:   
• Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja
• Cascas e bagaços de frutas; 
• Legumes e verdura;
• Aveia e cevada 

Atenção:
• O equilíbrio nas refeições diárias garante boa nutrição e melhor controle da glicemia;
• Fracione os alimentos em várias pequenas refeições;
• Os diabéticos Insulino-dependentes devem ajustar o horário e as quantidades de alimentos a seu esquema de insulina; 

Consulte sempre um Nutricionista que irá recomendar o seu consumo diário de calorias, e o ajudará a planejar a sua dieta levando em consideração: 
• Seu peso e idade;
• Sua atividade física;
• Seu nível de açúcar no sangue (glicemia)
• Os alimentos de que você gosta

Diabetes e Doença Renal Crônica

A crescente prevalência do diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.
A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.
Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.
Veja a seguir dúvidas frequentes respondidas pelo Dr. João Roberto de Sá, coordenador do Departamento de Nefrologia da SBD.
Como o diabetes ataca os rins?
O diabetes mellitus ou diabete melito é uma doença crônica caraterizada por graus variáveis de resistência e deficiência insulínica. Sua ocorrência está aumentado na maioria dos países e infelizmente a grande parte dos pacientes não apresentam um bom controle. Um dos motivos é que além do uso dos medicamentos, existe a necessidade da mudança de hábitos de vida, como fazer uma dieta saudável, realizar exercícios físicos regularmente, não fumar, entre outros.
A nefropatia diabética resulta da longa exposição à glicemia elevada, associada ao mau controle da pressão arterial, dos níveis do colesterol, do hábito de fumar e também de fatores genéticos.
Quais as chances de uma pessoa com diabetes desenvolver doença renal?
A chance de um portador de diabete melito ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%. A nefropatia é classificada em estágios, sendo que o 1 é o mais brando e o estágio 5 o mais avançado, que leva o paciente a necessitar de terapia renal substitutiva (dialise ou transplante renal).
Quais são os sinais iniciais de doença renal em pessoas com diabetes?
Todo paciente diabético deve realizar um teste, ao menos anual, para checar a ocorrência de perda de albumina na urina. Esta anormalidade é conhecida como microalbuminúria e ocorre em geral anos antes do aumento da pressão arterial ou da perda da função renal, que é estimada pelo ritmo de filtração glomerular, que utiliza a dosagem de creatinina no plasma como um dos parâmetros.
Quais são os sinais tardios de doença renal em pessoas com diabetes?
Os sinais tardios são o aumento da pressão arterial, dos níveis de creatinina e da ureia, que é uma substância que deve ser eliminada pelos rins; anemia, perda de apetite; náusea e a ocorrência de acidose metabólica. Uma pessoa com doença renal crônica avançada , em geral apresenta redução do apetite e se o tratamento medicamentoso não for adequado, a chance de ocorrer hipoglicemia aumenta bastante. 


O que pode ser feito para se prevenir a lesão do rim pelas pessoas com diabetes?
A prevenção da nefropatia diabética está centrada no bom controle glicêmico, principalmente nos primeiros 10 anos após o diagnóstico do DM, no controle da pressão arterial, na dieta sem excesso de proteína, na parada do hábito de fumar e no controle dos níveis das gorduras do sangue. É importante também que o paciente seja orientado a não utilizar, sem acompanhamento médico, remédios que potencialmente possam lesar o rim. Outro ponto importante é que sejam realizados exames rotineiros para checar a presença de proteína na urina ou se o ritmo de filtração glomerular esta em declínio ou não.
Se o diabetes afetou os rins o que pode ser feito?
O pilar de tratamento continua a ser os relatados acima. Mas, em pacientes com longo tempo de 
doença ou doença renal avançada, o controle glicêmico deve ser individualizado e é preciso pesar os riscos devido à maior chance de ocorrência de hipoglicemia, ou seja, nesta fase, em geral, optamos por uma média glicêmica mais alta.
Qual é o papel da dieta baixa em proteínas no tratamento da lesão renal?
O consenso atual é de que dietas ricas em proteínas tem potencial para lesar o rim. Após a detecção da perda de proteína na urina, deve ser prescrita um dieta com menor teor proteico, mas sem exageros, ou seja nunca abaixo de 0,8 gramas por kilo de peso.
O que é e como se trata a insuficiência renal terminal em pacientes com diabetes?
Esta fase é caraterizada por aumento dos níveis de creatinina e uréia no sangue e por sinais e sintomas como falta de apetite, fraqueza geral, náuseas, anemia, inchaço no corpo devido à retenção de água no organismo, aumento da pressão arterial, do potássio e acidose metabólica, ou seja, o rim é incapaz de controlar a concentração de vários sais vitais para o corpo, do volume de líquido e de excretar substâncias tóxicas ao nosso organismo. Nesta fase, faz-se necessária a utilização da terapia renal substitutiva, ou seja, a diálise.
Pode um paciente com diabetes receber um transplante renal?
O transplante renal é uma terapia eficaz, que leva a aumento importante da qualidade de vida e da sobrevida do paciente. Sempre que possível, um paciente diabético prestes a iniciar a diálise ou já em tratamento dialítico, com condições de realizar a cirurgia deverá fazê-la, principalmente se o mesmo tiver um doador renal relacionado, ou seja, um parente doador.

http://www.diabetes.org.br/artigos-sobre-diabetes/59-diabetes